domingo, 13 de dezembro de 2009

Tempos de paz

Depois de um ano mais ou menos de cinema, o melhor filme que vi em 2009 e brasileiro.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Verbo



Presente.
Eu.
Pretérito perfeito.
Perfeito Eu.
No Pretérito imperfeito.
Totalmente eu.
Passado.
Sem projeção.
Eu sem sujeito.
Sem Objeto.
Sem prenome;
Sem sobrenome.
Eu sem 1ª pessoa do plural.
Sem plural.
Eu.
Fecho os olhos,
Sem predicados.
Sem conjunção.
Sem Futuro
Eu.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Cinema Mudo



Olhos.
Música.
Expressões.
A vida poderia caber num enredo de cinema mudo.
Ou o amor numa canção do Paulinho Moska.
O riso seria mais fácil.
O amor mais melódico.

The End.
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sábado, 28 de novembro de 2009

Ai o tempo!




A vontade é impotente perante o que está para trás dela. Não poder destruir o tempo, nem a avidez transbordante do tempo, é a angústia mais solitária da vontade.

Friedrich Nietzsche

domingo, 15 de novembro de 2009

Do estranhamento




Dia desses, dito por uma profissional no assunto ouvi.
"Você sabe que é um ponto fora do esquadro, não sabe?" - tive uma crise de riso, foi inevitável.

Um ponto fora do esquadro. Uma seta sem busca de alvo. Um estranho no ninho.
Estranho. O que é estranho? O que resumiria esse estado do ser?
O que seria estranho?
Acho que o estado mais estranho é o se colocar no lugar do outro. Tentar compreender. Isso é estranho e no estado de estranho evitar. O compreender leva a dois estados o que simpatia ou de total antipatia.

Estranho é não aceitar o bom. É o não aceitar o que o outro tem a lhe oferecer quando isso é gratuito, simplesmente a pessoa oferece, assim desinteressadamente. Isso causa estranheza.
Gratuito, só é considerado quando causador de infortúnios.
Quando a beleza de atos, ou sentimentos é oferecido... torna-se estranho. Torna-se recusa, torna-se quase nada. Um ato falho.

Esse estado de estranho me encanta.
Humano tão roboticamente programado, tão metódicamente metálico. Outros pontos fora do esquadro talvez fizesse uma reta paralela, tão estranhamente perfeita.


"Sempre a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada..."
(Paulinho Moska)

sábado, 7 de novembro de 2009

A menina



A menina atravessava a rua, mãos dadas com a mãe. Preparava-se para descer o meio-fio. Aguardava meu carro passar para só assim chegar ao outro lado.

Ali paradinha, olhando para os próprios pés, sorria. Indiferente ao transito, indiferente à correria do sábado. Indiferente à conversa dos pais, ao irmão que corria. A menina estava só, ria só. Um faz de conta. Uma história inventada.
Era princesa, era fada.

O carro passou, a menina atravessou, inventando sozinha. Um futuro, uma brincadeira. Um sonho.
O tempo passa.
A menina passou.
O carro passou.
O dia foi.
O sorriso ficou.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Em número, gênero e grau.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Curso

Independente de qualquer coisa
As violetas floriram.
Independente de qualquer atenção,
independente do tempo.
Independente.
Elas floriram.
Misturaram as cores.
Todos os vasos floridos.Seguiram o curso.
Floriram.



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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Abrir comillasCada poema es único. en cada obra late, con mayor o menor grado, toda la poesía. cada lector busca algo en el poema. y no es insólito que lo encuentre: ya lo llevaba dentro.Cerrar comillas

Octavi Paz
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Aviso aos navegantes

Fato real.

Ouvi um comentário que resolvi não dizer nada para não estressar. Resolvi escrever já cedo para não morrer asfixiada com o bolo na garganta.

Somente algumas considerações referente ao Katia em Anexo.

É um blog como já está especificado no layout dele que não tem obrigação com nada

Não falo sobre mim nele, para isso tenho um particular.

A maioria dos textos são poemas, portanto o uso de licença poética é totalmente permitido pelas regras da ortografia, e pela minhas regras.

Toda e qualquer semelhança com fatos ou pessoas reais é mera coincidência.

Se não tem discernimento entre ficção, poesia, texto e realidade, por favor dirija-se a outro blog, por favor, esqueça esse endereço.

Se pretente fuçar minha vida particular está no lugar errado. O caminho mais curto é "me" perguntando diretamente.

Os comentários são sempre bem vindos, desde que pertinentes aos textos.

Resumindo.
ESSE É UM BLOG DE FICÇÃO

Sem mais;

Hoje e sempre amém...




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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

E o que você tem com isso?




The Flute Player (The Little Siren) - Camile Claudel


Eu amo.
Se o que eu penso ser amor não for...
não me importo.
Mas amo, assim mesmo!
A despeito de qualquer coisa.

Des-amo também...

Amo as pequenas mentiras.
Desculpas mirabolantes às grandes faltas.
A negligencia.
E logo em seguida...
lá estou eu amando de novo.

"Não há brecha para meio termo."
Mas eu amo...
E desamo a todo tempo,
E amo novamente,
ridículamente.
Indiferente.
À essa dor..
Bem aqui, no meio do peito.
Me falta o ar...
Amor?
Infarto?
Não sei...
Ou é saudade latente?

Os cabelos prateando,
e eu amo...
Assim descaradamente.
Sofrendo e me alegrando com nada.
Sorrindo e chorando.

O amor.
Que não sei se é amor.
...E ... - Ei moço!!!
Me diz uma coisa...
Sinceramente...
Se é meu, não seu.

O que você tem a ver com isso?



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Da chegada ao amor

Com a seleção do Mapa Cultural fase Estadual, a qual fui avisada pela minha aluna Bia Demartini, que também concorria mas em Contos com um trabalho elaborado em sala...(obrigada), senti a necessidade de voltar as minhas raízes poéticas.

Tive várias influencias, assim como incentivos, que agradeço de coração, pois sem esse empurrão eu com certeza meus poemas não teriam saído do computador. Obrigada a todos.

Aqui vai um pouco do que acredito em poesia - Elisa Lucinda. Ela pode se sentir responsável.

Da chegada do amor
(Elisa Lucinda)


Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.

Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.

Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.

Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.

Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.

Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.

Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.

Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.

Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.

Sem senãos.

Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.

Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.

Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.

Sempre quis um amor não omisso
e que suas estórias me contasse.

Ah, eu sempre quis uma amor que amasse.


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domingo, 18 de outubro de 2009

Das escolhas

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva.
(Frejat/Cazuza)


Sempre fui o patinho feio.
Quando menina isso era meu martírio, magra demais, comprida demais, parecia uma indiazinha. Corri feito uma doida, me transformei, corri atrás, sofri o diabo para ser aceita quanto uma mulher bonita. Um mulher bonita, para quê?

Hoje abdico te tudo. Ser uma mulher bonita para que?  Hoje só quero ser reconhecida como uma mulher inteligente.

E por inteligencia... concordo com Cazuza.
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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Da série: Só duas coisas a dizer.

Só duas coisas a dizer...

Há um representante que trabalha para a empresa onde trabalho que quando entrei na empresa surtou...
- Oba mulher...
- Oba nova...
- Oba pela voz, deve ser jovenzinha.
- Oba... oba e oba...

O cara me ligava todos os dias, sem nenhuma razão ou "há razões que a própria razão desconhece." O msn da empresa virou um tormento..., sem contar que na primeira vez que falou comigo pelo msn trocou a imagem para uma foto medíocre do próprio.

O fato de alguém me dizer "Fulano de tal" me arrepiava. Grosso, estúpido... confundia Masculinidade com Grosseria.

Foram meses desse calvário.

Dia desses ele ligou... falou, falou, falou, repetiu 500 vezes a mesma coisa, falou, falou, falou e eu completamente muda, havia momentos em que o dito parava de falar só para saber se eu estava ouvindo ou se tinha tirado o fone do ouvido. Eu só respondia: Hã, hã... Num dado momento o cara soltou...

- Não é querendo ser chato... mas...

Não resisti...

Vomitei...

"- Bom já que a questão não é ser chato... não há necessidade de falar comigo como você fala, a impressão que dá é que tenho 5 anos de idade e sou completamente burra. Não sou criança quanto menos burra então eu quero que você tenha um certo cuidado ao falar comigo, não subestime minha inteligencia."

Me senti outra... ria sozinha ao imaginar a cara do machão.

Hoje, claro que o inferno do msn continua, porém... educado até ridiculamente palhaço, o que não lhe cai bem.

Então só ficaram 2 coisas a dizer...

Ser homem não quer dizer ser um troglodita.
Educação é bom, eu gosto e faz muito bem obrigada.
Bom dia, boa tarde, boa noite, obrigada e por favor eu adoro...
Nem toda mulher tolera (claro que há umas Rodriguianas, o que não é meu caso).
Nem toda mulher está disponível.
Nem toda mulher é burra.
Futil.
Não quero medir forças.
Ado aado cada um no seu quadrado....

Affff foram muito mais de 2 coisas.



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domingo, 11 de outubro de 2009

Furia

O ciúmes
A falta da posse.
Objeto subjetivo.
O seguro do inseguro.
Inanimado.
Fantasioso...
Obcessão em primeiro plano.
O inatingível.
Remoer os restos.
Presente afrodisíaco.
Fúria.
A falta.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Um Ausente



A UM AUSENTE

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste


Carlos Drummond de Andrade
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Por temer a dor

E por temer a dor...
não seduzo a morte.
E por temer a dor,
fiz do peito a dor morada.
E por temer a dor...
Me entrego a própria sorte.
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sábado, 26 de setembro de 2009

Crítica ao amor e amizade.




Há muito deixei de acreditar nas palavras amizade e amor.
Estrastranho né? Não deveria ser o discurso de uma "pretensa - (deixando bem claro - Pretensa)" escritora, poeta.

É que com o tempo a gente aprende, a separar o joio do trigo. O lirísmo dos textos ficam no imaginário, onde esses sentimentos existem para todo o sempre amém. Na vida real as coisas se tornam bem diferentes.

Tentando explicar. Competitividade é inerente ao ser humano, homens e mulheres, então, amizade e amor são quase impraticáveis a eles. Mesmo porque o poder está muito explícito nessas relações, seja ela amizade ou sexo.

Então... vivo de solidão? Claro que não... mas acredito que assim como reza a lenda grega dos seres Androgenos, as almas se dividam em algumas partes e não só em duas, gêmeas, trigêmeas, quadrigêmas ... Então ... vou viver buscando minhas partes, amigas e amadas. Por isso essa necessidade de se completar. Como ilustro abaixo com fragmento da lenda.

As palavras Amor e Amizade ficaram banalizadas com o passar do tempo, necessidade de afirmação e poder, usamos-as a qualquer momento e em qualquer situação. E quando o sentimento realmente existe ele fica inominável.

Meus amigos sabem quem o são não por Odes, falsos elogios, falsas disposições, falsas promessas e falsidades em geral. Quando me dedico a uma alma que reconheço sabem do que estou disposta por eles sem ter de ficar lembrando-os disso a cada segundo.

Dedico as minhas almas companheiras.



Mito dos Androgenos.


"No início, havia três gêneros humanos, alguns que eram todo homem, todo mulher ou metade homem e mulher. Estes seres eram duplos e podiam ser compostos de dois homens, duas mulheres ou os andróginos: um homem e uma mulher unidos pelo ventre, sendo dotados de dois rostos numa mesma cabeça, voltados para as costas, assim como seus órgãos sexuais. Além de possuírem quatro braços e quatro pernas, movimentando-se sobre os oito membros, de forma circular".

Por terem desafiado os deuses, Zeus dividiu-os em dois, encarregando Apolo de fechar suas feridas. O deus, para que sempre se lembrassem do castigo, voltou seus rostos para o lado do corte, mantendo os órgãos reprodutores no lado das costas, a fim de que a raça fosse extinta, já que as metades separadas não poderiam copular ao se aproximarem. Zeus, porém, arrependeu-se e resolveu intervir. Passou os referidos órgãos para frente, para que fosse possível a continuidade da espécie.

"Entretanto, permanecia no âmago dos seres divididos, a lembrança de sua forma primitiva, razão pela qual os nascidos dos homens duplos se amam entre si, como as mulheres nascidas das mulheres duplas também se amam umas às outras, as mulheres nascidas dos Andróginos amam os homens, e os homens nascidos desses mesmos Andróginos sentem amor pelas mulheres".

Fonte
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sábado, 12 de setembro de 2009

A vontade é impotente perante o que está para trás dela. Não poder destruir o tempo, nem a avidez transbordante do tempo, é a angústia mais solitária da vontade.
Friedrich Nietzsche

domingo, 30 de agosto de 2009

Artistas da vida.

     Ia escrever um email. Dirigido a uma amiga, mas de repente me dei conta que não é a única artista em minha vida, de repente me dei conta de que vivo rodeada deles. E todos eles com suas importancias para a minha arte. Então enderecei o email para mais dois amigos artistas e mais uma vez me senti eliminando pessoas. Mais uma vez senti que deveria abranger mais, então resolvi postar, postar para todos os artistas em minha vida, ou em mim, ou que me rodeiam, ou que de alguma forma mesmo que com poucas linhas tenham colocado em mim sua arte.

    Vi o filme "Poucas Cinzas" baseado em agumas confissões de Dali sobre Lorca. E analisei sem querer a relação da arte na vida dos artistas, o entrelaçar entre as palavras e as cores com as reais circunstancias de suas vidas. E me identifiquei muito. A frase que condenou Frederico Garcia Lorca será que ainda hoje não condenaria a cada um de nós meus caros amigos? Ainda hoje em 2009, onde supostamente temos liberdade de expressão, liberdade de opção ou desejo sexual?, supostamente temos a liberdade de escolher o rumo que nossas vidas e artes irão tomar. Ou de olhos vendados ainda nos subjulgamos ao que nos adequa melhor?

    Essa frase calou uma voz importante; "mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver"

    Ainda hoje, existem as mordaças e mesmo assim prefiro o perigo.




Estreou nos Estados Unidos, no último dia 8 (sexta), o filme Little Ashes (Poucas cinzas), que conta a trajetória do pintor surrealista espanhol Salvador Dali partindo dos 18 anos de idade.  A produção alternativa mostra as confusões e questionamentos do artista durante a primeira guerra mundial, época onde vários assuntos não podiam ser discutidos abertamente, e agora são expostos pelo filme. Um desses assuntos é o homossexualismo que Dali negou até a morte. Ele teria tido um suposto romance com o escritor Federico García Lorca, que foi um grande ídolo do pintor. Lorca assumiu sua paixão por Dali publicamente, mas Dali garantiu ter rejeitado suas investidas. Segundo a versão do filme, que dá direito a cenas de sexo entre os personagens, o romance aconteceu mesmo. (fonte http://www.cinemenu.com.br/)

itfrases.gif (1672 bytes) "Mas o que vou dizer da Poesia? O que vou dizer destas nuvens, deste céu? Olhar, olhar, olhá-las, olhá-lo, e nada mais. Compreenderás que um poeta não pode dizer nada da poesia. Isso fica para os críticos e professores. Mas nem tu, nem eu, nem poeta algum sabemos o que é a poesia." (Garcia Lorca)
 


O POETA PEDE AO SEU AMOR
QUE LHE ESCREVA

Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.

O ar é imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que a lua verte.

Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias,
tigre e pomba, sobre tua cintura
em duelo de kordiscos e açucenas.

Enche, pois, de palavras minha loucura
ou deixa-me viver em minha serena
noite da alma para sempre escura.

( tradução:  William Agel de Melo )


"No mais tudo em paz, hoje e sempre Amém"






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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Jujubas.

Esse não é um post. Este é quase um... quase desafio.
Puxo lá do fundinho de minha total falta de paixão, lá do escuro onde mora minha inspiração. Poeirenta, escondida, encaixotada, mas não esquecida.  Guardada em local seguro. Estômago, âmago, útero, estrogênio.



Jujubas.
Um saco de jujubas.
Adoro jujubas.
Não gosto das azuis.
Anis.
Não gosto de anis.
Talvez não goste de azul.
Hoje não gosto de azul, nem anis.

Um saco de jujuba.
Quase fálico.
Hipoclicemica.

Misturar todos os sabores na boca.
Cuidado com as azuis...!!!
Todos os sabores de forma que se tornem um.
Sou cores.
Um saco de jujubas.

E invariavelmente...
Uma...  com calma.
Escolhida.
A branca ou a rosa.
Ah!!! A branca.
Baunilha.
Quase flor.
O sabor da Orquídea.


Devagar.
Líquido.
Deleite proibido.
Rompendo a resistencia.
Invólucro.
Doce.
Arde.
Doce.
Mas cuidado com as azuis.


"Hoje e sempre, amém"
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